sábado, 12 de dezembro de 2009

Grupos Geradores: Software para Dimensionamento de Grupos Geradores

Grupos Geradores: Software para Dimensionamento de Grupos Geradores

domingo, 15 de novembro de 2009

Justificativa de autoridades para apagão de 2009 é a mesma do apagão de 1999

As justificativas do governo para o apagão que deixou 18 estados sem energia elétrica na terça-feira (10) são as mesmas do blecaute de março de 1999, quando dez estados ficaram sem energia.


Em ambos os episódios, as causas apontadas foram raios no interior de São Paulo que afetaram linhas de transmissão de energia.

Em 1999, a entrevista coletiva das autoridades para explicar o apagão ocorreu 20 horas após o episódio. Nesta quarta (11), 21 horas depois.

Confira abaixo as declarações das autoridades em março de 1999 e em novembro de 2009.

Março de 1999:

"A queda de um raio é fato excepcional. Portanto, não há por que duvidar do sistema elétrico brasileiro. É extremante raro de acontecer, mas lamentavelmente aconteceu." (Rodolpho Tourinho, ministro de Minas e Energia)

"Itaipu está bastante carregada porque estamos economizando a água das bacias do Paraná (...). Com o desligamento de Itaipu, 10 mil megawatts do sistema, que exigia 35 mil megawatts, foram deixados de ser disponibilizados. Isso provocou reação em cadeia e o desligamento funcionou como efeito dominó." (Mário Soares, presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS)
"Riscos de apagões têm permanentemente em qualquer sistema desse porte." (Firmino Sampaio, presidente da Eletrobras)

"Absolutamente não [Itaipu não teve culpa]. Itaipu desativou as máquinas porque caiu o sistema e a transmissão e aí as máquinas desligaram automaticamente." (Euclides Scalco, presidente de Itaipu)

Novembro de 2009:

“Tanto o operador, como Furnas, como todos chegaram à conclusão de que o que aconteceu foram descargas atmosféricas, ventos e chuvas muito fortes na região de Itaberá, em São Paulo, o que provocou um curto cuircuito em três circuitos que levam as linhas de transmissão de Itaipu para Itaberá” (Edison Lobão, ministro de Minas e Energia)

"Temos o sistema todo interligado. Nesses sete anos [de governo], em termos de linhas de transmissão, fizemos 30% de tudo que já foi feito" (Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República)


“Não é propriamente a minha área de atuação, mas podemos dizer que isso foi um microproblema, perto das grandes questões que já foram solucionadas pelo governo no país” (Tarso Genro, ministro da Justiça)


"Nunca tinha acontecido [o problema em] cinco grandes linhas de transmissão de maneira simultânea. A caída da totalidade foi a primeira vez. Tirar 14 mil megawatts de potência de um segundo para outro causa um desconforto enorme ao sistema" (Jorge Samek, diretor-geral de Itaipu)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Novo padrão para pugles e tomadas

Mercado inicia fase de adaptação, mas o consumidor não precisa se preocupar: o processo será em várias etapas.




Os plugues e tomadas que costumamos ver vão mudar. Diferente da situação atual, em que há um grande número de formatos (redondo, chato, com dois ou três pinos ou orifícios), eles serão padronizados em um único tipo. Com isso espera-se que os usuários tenham mais segurança em relação às instalações elétricas.
Esta transição será gradual e tem início com a adequação dos fabricantes e importadores de plugues e tomadas à padronização estabelecida pela norma. Elaborada pelo Comitê Brasileiro de Eletricidade (da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas), a NBR 14136 unifica as diversas versões de plugues e tomadas existentes no mercado para dois modelos básicos: bipolar (2P) e bipolar com aterramento (2P+T).
Segurança para o usuário

Choques elétricos acontecem com freqüência por pequenos descuidos, já que o contato com as partes energizadas é muito comum nos atuais formatos de plugues e tomadas. Ao conectar um plugue na tomada, por exemplo, podemos encostar os dedos no pino ou ainda colocar apenas um dos pinos, deixando o outro exposto ao contato.
“Os novos desenhos são baseados em uma geometria em que não há possibilidade de choques ou acidentes”, explica Fabián Yaksic, gerente do departamento de Tecnologia e Política Industrial da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Ele ressalta que a segurança para o consumidor é um dos grandes benefícios trazidos pela norma.
Os plugues continuarão praticamente iguais, já que os fabricantes estimam que entre 80% e 90% dos plugues de dois pinos existentes hoje nos aparelhos já atendam ao novo padrão. A diferença maior ficará com os plugues que possuem terra. Já as tomadas concebidas de acordo com a NBR 14136 oferecem maior segurança contra choques, pois possuem um recuo que elimina o risco do contato acidental com os pinos, deixando as partes vivas sempre protegidas.
Outra mudança significativa é que os plugues e tomadas de maior corrente (20 A) serão diferenciados: seguirão o mesmo desenho, mas os pinos e os orifícios serão maiores. Dessa forma será impossível para uma pessoa inserir um plugue de um aparelho que demanda maior potência em uma tomada que não seja adequada, mas não impedirá a inserção de um plugue comum em uma tomada para maior corrente.

Gradual e sem pressa
Não será necessário trocar os plugues dos aparelhos ou todas as tomadas, pois os novos plugues (com exceção dos que possuem terra) servirão nas tomadas atuais.
Em relação às tomadas, o consumidor só precisa trocá-las quando houver necessidade, mas Fabián sugere que essa substituição seja efetuada para garantir maior segurança às instalações da residência. “Por questões de segurança o síndico deve providenciar o correto aterramento no condomínio, adequando as prumadas de modo a permitir que os moradores adaptem suas instalações elétricas tão logo seja possível”, ressalta.
Certamente surgirá uma dúvida entre os leitores. Isso poderá encarecer os produtos? A resposta é que não há nenhuma razão para isso, pois estes produtos já seguem padrões de qualidade para a certificação obrigatória. Inclusive os preços devem, no médio prazo, ficar menores, pois as empresas não terão mais que usar equipamentos para fabricar os diversos tipos de plugues e tomadas que existem hoje.
Ganham também o usuário, que ficará mais protegido contra choque elétricos, e os profissionais, que terão minimizados os riscos de responder civil e criminalmente por acidente decorrentes de uma instalação irregular, caso sigam corretamente a norma.

Horário de verão é uma oportunidade para economizar energia elétrica.

O horário de verão chega neste fim de semana e é uma boa oportunidade para quem deseja economizar energia. Como o dia fica mais comprido, dá para aproveitar melhor a luz do sol e depois ver o resultado no valor da conta, que é o melhor. Já que se fala em economizar, por que não aproveitar essa época para rever as instalações elétricas e mudar alguns hábitos dentro de casa?


Em Niterói, a Ampla criou uma maneira muito interessante de divulgar essas dicas, através de uma carreta que percorre diferentes bairros. Quem for visitar vai poder conferir todos os processos de produção de energia, da hidrelétrica até as residências e indústrias. O acesso à carreta é gratuito.

No verão, o consumo de energia das residências aumenta, em média, 40% a 50%. Confira alguns passos para economizar.
Aproveite a luz natural durante o dia.

Prefira lâmpadas fluorescentes, que consomem menos e duram dez vezes mais que as incandescentes.

Na compra de eletrodomésticos, veja se eles têm selo de economia de energia classe A.

Não use benjamins para ligar mais de um aparelho na mesma tomada, pois, além de ser perigoso, isso provoca superaquecimento e aumenta o consumo de energia.

Verifique as instalações elétricas periodicamente.

Pinte as paredes e os tetos com cores claras, que refletem melhor a luz.

Use iluminação dirigida para a leitura, como abajures e luminárias.

Se viajar, desligue a chave geral da casa.

Falta de luz surpreende Lula e Dilma no São Francisco.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pernoitou, de ontem para hoje, no alojamento de um canteiro de obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, em um município do sertão pernambucano, a 360 quilômetros da capital Recife. Um dos imprevistos da noite foi a falta de energia no galpão onde ele e os pré-candidatos à Presidência Dilma Rousseff (ministra-chefe da Casa Civil) e o deputado Ciro Gomes (PSB) jantavam.
As luzes se apagaram por volta de meia-noite, causando certo pânico em agentes de segurança e engenheiros responsáveis pelas instalações. Naquele momento, a comitiva presidencial assistia a uma apresentação do cantor regional Maciel Melo. Mesmo na penumbra, Lula e seus convidados continuaram acompanhando o violeiro nordestino. A energia voltou após o conserto de um dos geradores do acampamento.
Minutos depois, mais um susto para seguranças e engenheiros: a energia elétrica faltou novamente. Um farolete foi instalado no galpão. Após novo conserto, a ministra Dilma foi a primeira a deixar o local. Também fazem parte da comitiva os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e os governadores Eduardo Campos (Pernambuco) e José Maranhão (Paraíba).
A visita de Lula às obras continua hoje. Pela manhã, o presidente dará entrevista a rádios da região e assistirá a uma apresentação de técnicos do Ministério da Integração Nacional sobre o projeto de transposição do São Francisco. À tarde, o presidente estará em canteiros de obras nos municípios pernambucanos de Floresta e Cabrobó, onde passará a segunda noite da viagem. O retorno a Brasília está previsto para amanhã.
As obras de transposição das águas do Rio São Francisco consumiram até agora cerca de R$ 1 bilhão. O projeto total está orçado em R$ 6,9 bilhões. Lula pretende entregar ao final do seu mandato, em dezembro do próximo ano, 220 quilômetros de canais - cerca de 30% dos 722 quilômetros previstos nas obras. Atualmente o projeto emprega 8.500 pessoas nos Estados da Bahia, de Pernambuco e da Paraíba. O consórcio de empreiteiras das obras recebe cerca de R$ 100 milhões por mês de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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